Hoje dia 25 de julho ,dia do escritor, os convido a ler mais um texto desta escritora que vos escreve, com muita paixão e sinceridade.
Desde muito jovem, antes mesmo de completar 4 anos, a palavra escrita já fazia parte da minha vida. Essa paixão pela escrita não é apenas um hobby; é uma respiração constante, uma prática que eu amo intensamente.
Muitas pessoas pensam que escrever é simplesmente colocar palavras em sequência, seguir regras gramaticais e construir frases bonitas. Embora a técnica seja fundamental, a verdadeira maestria reside em algo muito mais profundo: a interpretação. Para escrever de verdade, para tocar a alma do leitor, é preciso, antes de tudo, saber interpretar.
Interpretar o quê? Tudo! O silêncio, o olhar, o suspiro, a paisagem, a dor, a alegria, o paradoxo. É mergulhar nas entrelinhas da existência, decifrar os códigos não-verbais, sentir o pulso do mundo.O escritor é, antes de tudo, um observador atento, um arqueólogo das emoções, um tradutor de realidades. Se não compreendermos a complexidade do que nos cerca, como podemos transmiti-la com autenticidade? A verdade é o pilar de toda escrita significativa. Não me refiro apenas à veracidade dos fatos, mas à verdade emocional, à honestidade intrínseca que permeia cada parágrafo. Quando escrevemos com verdade, desnudamos nossa alma, expomos nossas vulnerabilidades e compartilhamos nossas descobertas mais profundas. É essa honestidade que cria a conexão indissolúvel entre o escritor e o leitor, fazendo com que as palavras ressoem e deixem uma marca indelével.
Amor e Essência: A Alma da Escrita.
E o que seria da escrita sem amor? O amor em suas múltiplas facetas: amor pela palavra em si, pela sua sonoridade, pelo seu poder transformador; amor pela história que se desenrola, pelos personagens que ganham vida; amor pelo leitor, por quem dedicamos horas, dias, anos, tecendo mundos e compartilhando visões. Escrever com amor é infundir cada frase com afeto, cuidado e a genuína intenção de comunicar, emocionar e inspirar.Mas, acima de tudo, a escrita deve emanar essência.
A essência é aquilo que é fundamental, intrínseco, a alma do que se quer transmitir. É a destilação de uma ideia, de um sentimento, de uma experiência, até chegar à sua forma mais pura e potente. Quando escrevo, busco incessantemente essa essência, despojando-me do supérfluo, lapidando as frases até que apenas o necessário e o verdadeiro permaneçam. É um processo de depuração, de busca pela simplicidade que carrega a maior profundidade.É por isso que, para mim, 25 de julho não é apenas uma data no calendário; é um lembrete constante da responsabilidade e do privilégio de ser escritor. É a celebração de uma jornada que começou com uma criança desvendando os mistérios das letras e que hoje, com cada palavra, busca honrar a verdade, nutrir o amor e revelar a essência de tudo que vive e pulsa dentro e fora de nós. Escrever é viver duas vezes: a primeira, experimentando; a segunda, imortalizando. E nessa imortalização, reside a magia de um ofício que é, antes de tudo, uma manifestação da alma.
Não pensem vocês, que já não ouvi até mesmo de pessoas muito próximas, que eu escrevo demais. Mas me pergunto sempre, e agora vos pergunto: o que é escrever demais? Se são as palavras que movem mundo? Se é através delas que os apaixonados se declararam, que os alunos adquirem conhecimentos, as leis são redigidas e aplicadas. Só sabemos do nosso passado por causa da escrita, deste legado de palavras que mesmo sendo redigidas nas mais diversas línguas, só tem uma intencionalidade, deixar um legado de informações para as gerações futuras. E por isso, que eu afirmo: não, eu não escrevo demais, eu só coloco no papel o que me vai a mente e também o que carrego na alma. Não seria justo guardar isso, se pretendo deixar meu legado.
Então os convido, para que sigamos em frente , escrevendo textos que inspirem melhorias, que nos façam tocar corações, abrir mentes e humanizar o mundo.
Por: Anna Simões
Escritora Gaúcha .

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